venres 18/06/21

Virus sionista

Levamos semanas assistindo nos diferentes meios de informaçom às notícias de como está a decorrer a “exemplar” campanha de vacinaçom do Estado de Israel contra a Covid19. Mais de 50% dos 9,3 milhons dos seus habitantes já recebêrom ao menos umha primeira dose das vacinas de Pfizer e BioNTech. Umha conjuntura que permite ao governo de Netanyahu completar o desconfinamento. 

Umha campanha só possível polo desembolso económico que está a fazer o Estado israelita, pagando até 50% por cima do preço a Pfizer, enquanto a multinacional incumpre acordos de fornecimento com outros estados. Mas nom só é dinheiro o que permite a Israel ter prioridade na vacina. A entrega à farmacêutica de acesso livre a dados médicos e estatísticos da sua populaçom também ajudou. 

E enquanto em Jerusalém ou Tel Aviv a festa volta às ruas, na Palestina mal-sobrevivem ao apartheid sanitário. Com 2.293 mortos, mais de dous mil contágios diários e com os precários centros médicos ultrapassados, até há uns dias só chegaram 2.000 doses de Moderna e 20.000 de SputnikV aos territórios de Gaza e Cisjordánia,  para 5,2 milhons de palestinianas. Umha situaçom provocada polo criminal bloqueio do Estado nazi-sionista à entrada de vacinas nos territórios ocupados. A impunidade do Estado de Israel está por cima dos acordos da Convençom de Genebra de 1949, que obriga as forças ocupantes a garantirem o controlo de doenças contagiosas. Mas, com certeza, nada disto veremos nas notícias da “exemplar” campanha israelita. 

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