domingo 28/11/21

Patria

Há poucos dias do 25 de julho a flamante ministra comunista ferrolana era a protagonista da enésima polémica por cousas verdadeiramente importantes para melhorar as condiçons materiais da classe trabalhadora desta prisom de povos que é Espanha. Acontece que Yolanda Díaz, entre reunions com a patronal e reverências à corrupta monarquia bourbónica, também tem tempo para criar debates absurdos, autêntico fumo como o da Patrulha Águila sobre Compostela. 

Desta volta deu a manchete à imprensa ao falar do conceito “Mátria” como algo distinto à Pátria, já que segundo ela esta tem conotaçons negativas. De certo que ela se referia à Mátria espanhola. Nom faltou o apoio de Monedero, entre outros, equiparando Pátria a patriarcado (sic), como que contrapondo machismo e feminismo.  O certo é que a polémica chega décadas tarde, na Galiza utilizam-se os dous termos de maneira indistinta. Pessoalmente prefiro utilizar o termo pátria que, além de também ser feminino, evita a idealizaçom da Galiza como “terra mae”. Essa pátria que, ao igual que a Galiza, também tem nome de mulher brava e combativa, longe da image de eterna e lánguida sofredora, submissa, chorosa e abnegada. 

A pátria som as mulheres das Encrobas, em Jove, em Sabom. A pátria som as trabalhadoras da Revolta das Pedradas, as guerrilheiras antifascistas, as da luita das cigarreiras da Fábrica de Tabacos na Corunha.  A nossa Pátria, em definitivo, som as Antónia Alarcom, Henriqueta Outeiro, Amada Garcia, Lola Castro ou Begonha Caamanho. 

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