venres 18/06/21

Ansiedade

Dá-me até um pouco de vertigem falar de algo de que nom tenho nem ideia na mesma página que a companheira Íria Veiga, por isso antes de mais pido desculpa por qualquer sem-sentido que poda dizer no artigo.

Um dos primeiros livros que tivo a Deva na sua pequena biblioteca foi “O monstro das cores”, o êxito da ilustradora catalana Anna Llenas que ajuda a explicarmos às crianças o que é isso das emoçons. A personagem principal é um monstro que muda de cor consoante o que está a sentir. Assim, cada cor identifica-se com a tristeza, alegria, medo, tranquilidade ou raiva. 

Se fosse o monstro do conto nestes últimos dous meses e sobretodo a última semana, seguramente nom pararía de mudar de cores, pois a acumulaçom de diversos fatores negativos nestes tempos pandémicos nom é o mais favorável para sair desta roda de sentimentos.

Considero-me umha pessoa mentalmente forte, capaz de me erguer umha vez e outra vez das adversidades, racionalizando os problemas e procurando soluçons. Mas desta volta está a ser muito duro. As preocupaçons e o medo à incerteza afetam o meu estado de ánimo e a ansiedade peta à porta. Suponho que nom som o único com esta sensaçom.

Sei que nom sempre se pode estar bem, mas detesto sentir-me assim. Ficam estas linhas como desabafo.

Som tempos de nos cuidarmos e de cuidar. De escuitarmos e de que nos escuitem. E sobretodo som tempos de dar importáncia à saúde mental e reforçar o seu cuidado no nosso sistema sanitário público. Muita força!

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