sábado 24/07/21

O vírus do medo

Saltam os alarmes. Umha criança hospitalizada na Catalunha em estado muito grave, polo primeiro caso de difteria no Estado espanhol desde 1987.

Saltam os alarmes. Umha criança hospitalizada na Catalunha em estado muito grave, polo primeiro caso de difteria no Estado espanhol desde 1987.

A criança nom está vacinada por decisom de seu pai e de sua mae. Como sempre o primeiro que lhe pido aos meios de comunicaçom é um pouco de respeito, por umha decisom que se deve tomar conscientemente e nom à ligeira. Eu nom sei os motivos deles para nom vacinar a criança, mas sim conheço os meus para nom vacinar as minhas.

 "Minha mae há 35 anos decidiu nom vacinar-me e cá estou. O pediatra que eu tinha na altura nom estava a favor das vacinas e, polos vistos, deu argumentos de peso à minha mae"

Falam dumha doença erradicada graças à vacinaçom, mas enquanto haja países que a tenhem e padecem, nom se pode falar de erradicaçom. 

Os casos de doenças até agora “erradicadas” nom som causa, simplesmente, da “moda” de nom vacinar que temos algumhas maes, influem outros fatores, como o aumento da pobreza, as más condiçons de higiene dumha parte importante da populaçom infantil e a imigraçom, entre outras. Portanto, nom devemos cair no erro de culpar as maes que nom vacinam as suas filhas.

Há quem queira desprestigiar outras pessoas que, conscientemente informadas, decidem nom vacinar as suas crianças, polo menos na primeira infáncia. Falam em “moda”. Eu podo dizer que é umha moda que perdura muito no tempo, já que minha mae há 35 anos decidiu nom vacinar-me e cá estou. O pediatra que eu tinha na altura nom estava a favor das vacinas e, polos vistos, deu argumentos de peso à minha mae, porque a sua decisom foi nom vacinar-me. Pessoalmente nom conheço nengumha moda que dure tanto. 

No meu caso, nom sou contra as vacinas por sistema, sim sou contra de administrá-la em idades prematuras, quando ainda nom está maduro o sistema imunitário da criança, e também nom estou de acordo com a prevençom sem motivo aparente.

Quando nasce umha criança, o primeiro que recebe nos olhos é um colírio para prever umha conjuntivite que, com certeza, nom tem porque dar-se, mas por protocolo aplica-se-lhe umha dosse de antibiótico, e assim com mais cousas, como a vacina de vitamina K, por se tiver essa carência ou o diagnóstico precoce da surdez. Este último é especialmente polémico, já que a prova se realiza com a criança dormida quando apenas tem 24 horas de vida e nom garante resultado. Desta, também dim que nom incomoda, mas só sabendo como tem que estar a criança para a sua realizaçom já se vê que sim incomoda e, como nom tem garantias, há que vigiar a evoluçom da criança durante o primeiro ano de vida.

"Nom sou contra as vacinas por sistema, sim sou contra de administrá-la em idades prematuras, quando ainda nom está maduro o sistema imunitário da criança"

Todo isto fai-se seguindo um protocolo de prevençom, mas nom quer dizer que vaia acontecer, e porque nom esperamos a que se passe? Que soluciona essa prevençom quando é algo que se calhar nom tem lugar?

É claro, preferimos umha sociedade que viva com o medo ao que se poda passar, em questom de saúde e em outras muitas. A alienaçom adota formas muito subtis. 

As doenças tenhem tratamentos, nisso consiste o negócio da saúde, criam as doenças, criam os tratamentos, criam a prevençom (vacinas), e assim é um negócio redondo para as grandes empresas farmacéuticas.

O que nom lhe interessa ao capitalismo, por muito que tentem fazer pensar que sim, é um plano de saúde integral mundial, com bons hábitos de higiene, sem pobreza infantil, com boa alimentaçom, porque isto nom gera qualquer benefício para o sistema, mas sim para as crianças.

"O que se inocula através das vacinas é o vírus do medo".

O que se inocula através das vacinas é o vírus do medo.

Nom é necessário umha vacinaçom tam precoce, as vacinas podem ser postas noutros momentos da infáncia, se se seguissem as recomendaçons da OMS no que di respeito à lactaçom materna, poderia-se começar a vacinar as crianças a partir dos dous anos, quando o seu sistema imunitário está mais completo, e assim evitaríamos os efeitos secundários, como catarros persistentes ou asma entre outros.

Aliás, nom deveríamos vacinar todas as crianças por igual, já que nom todas som iguais, nom é o mesmo umha criança que vive no campo, em contacto diário com a terra que umha que vive numha cidade, que, com um pouco de sorte, o contacto que tem com a terra é o da areia do parque ou da praia. Este exemplo ponho-o pola vacina do tétano, tem mais probabilidades de contrair a doença umha criança que viva no campo. Mas no caso concreto desta vacina existe a glanmaglobulina antitetanica que pode ser posta no momento que se tenha o acidente, um corte ou umha mordedura, tendo o mesmo efeito que se estivesses vacinada.

Mas é claro, tem muito menos custo globalizar e meter todas as crianças no mesmo saco, em vez de estudar que é melhor para cada caso.

"As pessoas que vacinam as suas crianças estám realmente informadas? Ou fam-no por sistema, porque assim foi sempre".

Quando dis nom seguir o calendário de vacinaçom infantil tés que assinar um papel conforme te fás responsável da saúde da tua criança, mas sempre és tu a responsável, porque no caso de pôr umha vacina, e que esta tenha efeitos secundários, também és tu a responsável, nenhum pediatra se fai  responsável caso algumha cousa correr mal.

E para rematar umha última reflexom, eu quando decidim nom vacinar as minhas filhas informei-me muito bem dos riscos da nom vacinaçom e da vacinaçom. Mas, as pessoas que vacinam as suas crianças estám realmente informadas? Ou fam-no por sistema, porque assim foi sempre.

Cá deixo essa questom, que cada quem faga o que achar melhor, mas isso sim, da informaçom, nom da ignoráncia.

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