Opinión

Política e mentiras

Há uns dias, Pablo Iglesias afirmava sem ficar corado: "Yo ya no soy político, puedo decir la verdad". Afortunadamente fomos muitas as que nom caímos no seu dia nos cantos de sereia das que iam assaltar os céus e mudá-lo todo e acabárom sendo a maior fraude da história política contemporánea. 

Um calote que continua nos dias de hoje da mao do governo mais progressista da história ™  em que as promessas ficam em águas de bacalhau, e no qual, seguindo os argumentos do ex-dirigente de Podemos, Yolanda Díaz e Pedro Sánchez poderám seguir mentindo-nos sem nengum tipo de vergonha.

A nom nacionalizaçom de Alcoa, a subida de luz, a nom derrogaçom da Lei mordaça… de facto, nom fôrom poucas mentiras, mas quizás a mais sangrante já nom é o incumprimento de umha das promessas eleitorais centrais, a derrogaçom da reforma laboral de 2012, senom querer vender-nos o novo acordo, acompanhado dum sorriso e palavras amáveis, como um avanço para os interesses da classe trabalhadora. 

Umha blindagen da reforma do PP, feita à medida dos interesses do patronato e, como nom, com o beneplácito dos sindicatos vende-obreiros CCOO e UGT. Umha reforma avalizada pola mesma FAES e a totalidade da caverna mediática espanhola. 
E com estes companheiros de viagem, a ministra "comunista" ferrolana pretende vender-nos como um êxito este acordo fruto do "dialogo social". 

Umha nova cilada que mantém as reduçons nas indemnizaçons por despedimento improcedente que na prática anula a capacidade de defesa dos nossos direitos laborais. Via livre ao despedimento coletivo mediante ERE decididos unilateralmente polo patronato, sem nengum limite nem controlo por parte da autoridade laboral competente. A eliminaçom dos salários de tramitaçom. Facilidades para que as empresas se desliguem dos convénios coletivos de maneira que se aprofunda na dinámica atomizadora e indivualizadora das relaçons laborais. A distribuiçom irregular da jornada laboral ou, como novidade, a criaçom do chamado Mecanismo em Rede que vai posibilitar umha nova modalidade de ERTE a conta de fundos públicos. Sem esquecer a prevalência dos convénios estatatais sobre os convénios provinciais ou autonómicos, favorecendo a dinámica centralizadora e demofóbica do Estado espanhol. Também nom reverte a tendência à temporalidade que somado à facilidade de despedimento substitui as trabalhadoras em melhores condiçons por outras precarizadas e desprotegidas. 

O discurso triunfalista da social-democracia espanhola fica reduzido a isto: umha nova agressom contra a classe trabalhadora, que continuará a pagar a crise de acumulaçom capitalista. Afiança-se a desvalorizaçom salarial, precarizaçom do trabalho, flexibilizaçom das relaçons laborais e desarticulaçom da organizaçom obreira. 

Fica, pois, confiar no sindicalismo nacional e de classe para dar, mais umha vez, a contudente resposta que esta nova traiçom à classe trabalhadora merece.

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