Opinión

Herbicidas, pesticidas, não!!

Está sendo perigoso para a saúde dos ecossistemas e para a humana o emprego abusivo e indiscriminado de substancias químicas que ajudam a ter uma colheita mais abundante. A quantidade e o benefício económico é o que prima por cima da qualidade e da biodiversidade. Inclusivamente a custo da nossa saúde. É desconsolador passear por entre os cultivos de milho, de patacas ou por entre muitos dos vinhais da Galiza e ver o solo limpo de ervas (mal chamadas más) entre as plantas "rendíveis". Isto é especialmente grave nas culturas extensivas que, pouco e pouco, vão aumentando. Uma plantação de grande tamanho é mais fácil de gerir com muita menos mão de obra e menos tempo a empregar. Somente se necessita maquinaria que uma só pessoa pode manejar e que não exige esforço humano. Mas sim que exige uma serie de insumos que condicionam a dependência, quer nacional quer individual. É a lógica capitalista e colonial. Tudo está a favor deste género de agricultura industrial e mecanizada, que na Galiza monstra suspeitosos laços com o poder político. Tudo está em contra das pequenas explorações diversificadas e separadas por sebes ou valados. Mas desde cá eu defendo estas últimas.

Galiza ainda é um país de pequenos produtores que estão desamparados quer pola administração quer polos sindicatos que não os consideram objeto das suas reivindicações de classe. O perigo dos agro-tóxicos ameaça-nos a toda a população e aos ecossistemas em geral. Aplica-se sem a devida informação aos utentes que sofrem diretamente seus prejuiços. É mais perigoso desde as explorações de grande tamanho. As sebes e os murados ajudam a depurar as águas. Nas grandes parcelas a terra mais superficial seca rapidamente e pode ser transportada polo vento, levando com ela muito das peçonhas químicas que foram aplicadas as plantas para eliminar ervas, insetos e pragas. E nós vamos respirar esses venenos. As alergias são cada vez mais frequentes e outras doenças como o câncer em Galiza têm aumentado ao mesmo tempo que a utilização destes produtos químicos e da paulatina destruição do minifúndio. Ficou demonstrado que a produção global desce ao concentrar as terras e destruir as sebes e valados de pedra.

Isto foi denunciado em França, no famoso dossier Algas Verdes. Uma invasão destas sobre as praias e nos fundos das rias alertou a população. Com a morte de animais (cavalos, javarins, etc.) e de pessoas a causa das emanações de ácido sulfídrico (SH2) desprendido polas algas em putrefação e pôr em perigo os bancos marisqueiros. A agricultura em Bretagne mudou radicalmente depois da 2ª guerra mundial, como consequência do Plano Marshal que cambiou ajudas económicas polo compromisso a importar produtos americanos como maquinaria agrícola. Assim quanto o modelo de produção agrícola mudando o tradicional para o industrial. As terras concentraram-se desaparecendo a paisagem bretoa típica de pequenos retalhos separados por linhas arvoreas. A consequência foi a substituição da autossuficiência pola dependência de maquinaria, adubos, herbicidas, pesticidas e outros produtos vindos de América. Excesso de jurros das macrogranjas de porcos. Isto poluiu os aquíferos por nitratos e substancias químicas, originando eutrofização e a proliferação de enormes massas de algas verdes nas costas.

Na atualidade, na Galiza podemos afirmar que todos os rios estão poluídos por purins, agro-tóxicos e dejetos urbanos e industriais. Adega denunciou que a Xunta e o governo central vêm de autorizar a ENCE a fumigação experimental de um novo inseticida, Mavrik-10, em diferentes regiões da Galiza. Todos estes produtos são nocivos para a saúde humana. Demonstrou-se a relação entre os agro-tóxicos e o câncer em animais de experimentação. A percentagem de câncer em Galiza debruça-nos sobre dados preocupantes, sendo Ourense a província que dá uma maior incidência por 100.000 habitantes (838) segundo o INE, superior a meia estatal. Estamo-nos suicidando coletivamente para favorecer a agro indústria e as grandes explorações agrícolas. Também às multinacionais dos venenos como Monsanto. Com perda da nossa cultura e soberania alimentar. Uma pena, porque poderíamos viver bem, com comida e bebida sã produzida por nós. Depois de eliminar as espécies pirófitas que nos condenam a arder como se do inferno tivéssemos deveço. A política agrária da Xunta está em contra do bem estar ecológico e humano.

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