Comités Anti-OTAN chaman a rexeitar "o tren do militarismo e a guerra"
Diferentes localidades do país acollerán este 12 de marzo mobilizacións, coincidindo co aniversario do referendo de 1986.
O 12 de marzo, aniversario do referendo que en 1986 decidiu a entrada do Estado español na OTAN, varias localidades da Galiza acollerán unha "Jornada Galega contra a OTAN e pola Paz".
Os Comités Anti-OTAN, que promoven esta convocatoria, apelan ao pobo galego a se unir ao seu “comum berro de Paz e Justiça Social”, para reclamar “OTAN nom Bases fora!”, para evitar “que nos arrastem a umha guerra possivelmente termonuclear, e para impossibilitar a tempo que a nossa mocidade popular e trabalhadora se converta em carne de canhom das mutinacionais e dos grandes fundos de investimento”.
As convocantes entenden que é “necessário e urgente configurar um amplo movimento contra a OTAN e em prol da Paz no nosso país, para fazer descarrilar o trem do militarismo e a guerra”. Fan referencia así ao plan da Unión Europea anunciado a semana pasada para “rearmar Europa” no marco das negociacións entre os EUA, Ucraína e Rusia para atallar a guerra que se desenvolve no enclave. “O lobby das elites globalistas ocidentais mantém invariável a sua agenda militarista. Teima no rearmamento acelerado da UE para escalar a meio-termo contra a Rússia”, afirman desde os comités.
Nun comunicado, os Comités Anti-OTAN consideran que, “enquanto o setor ultrarreacionário do imperialismo ocidental, representado por Donald Trump e os seus aliados na Casa Branca do lobby tecnológico e o Pentágono, tencionam levar a Rússia face umha trégua trampa, que permita aos Exércitos da Eurocracia rearmar-se e consolidar um modelo social regressivo contra os trabalhadores e os povos que domina. O tensionamento externo no Leste da Europa vai da mao do incremento exponencial do autoritarismo interno em único proveito do Complexo Militar Industrial atlantista, enquanto os USA e o sionismo criminoso tencionam controlar o Ártico, América Indolatina, o Caribe e Ásia Ocidental para contrarrestar a China Popular e perpetuar-se como os amos indiscutíveis do mundo”.
Un “rearme” que será financiado polos “povos traballadhores”. “Pretendem todos estes setores oligárquicos que o obsceno aumento do gasto militar, justificado numha artificial ameaça russa, o paguemos os povos trabalhadores da Europa. Primeiro com o nosso suor. Querem desmontar o já de por si precário estado social, cortando direitos básicos em educaçom, sanidade, serviços sociais, pensons, para assim poder cumprir com o objetivo de atingir 5% de gasto militar no PIB”, engaden.
Prognósticos "ainda piores para a Galiza"
Desde os Comités Anti-OTAN consideran que as consecuencias do “rearme” de Europa serán peores para a Galiza. Ven “claro” que o presidente do Goberno español, Pedro Sánchez, se sumou á “estratexia belicista do eixo Londres-Berlim” nos cumios decorridos en Paris e Londres o 17 de febreiro e o 3 de marzo, respectivamente, para rexeitar unha “saída negociada a guerra da OTAN contra Moscovo.
Con bases militares en Ferrol, O Barbanza, Marín, Figueirido, Lavacolla, entre outras, “todas ao serviço da OTAN”, a “segurança individual e coletiva” da Galiza está “em risco”, mais tamén “o futuro de todas as nossas crianças, o nosso medio ambiente e os direitos e liberdades básicas”.
“Nom podemos seguir observando en silêncio o rearmamento, os discursos belicistas das autoridades e das forças políticas maioritárias. Nom podemos permitir que justifiquem publicamente a necessidade de termos que fazer sacrifícios para aumentar os gastos militares. É hora de sairmos a protestar e ocuparmos as ruas da nossa Terra em defesa da Paz, contra o aumento do gasto militar e contra a possível guerra imperialista que estám preparando em Washington e Bruxelas”, conclúen.


