Os do não

[Nemésio Barxa]
Ainda lembro que na primeira legislatura da autonomia de Galiza se nos alcumava aos nacionalistas como "os do non" por mostrar nossa oposição às propostas continuístas da direita, e incluso da esquerda, espanholistas. Votávamos "non" e, se havia possibilidade, fazíamos propostas alternativas. Ao repassar o comportamento da direita atual período de sessão no Congresso vejo como realmente os do "não" são eles. Um 12% de propostas do Governo sometidas a votação descaíram polo voto em contra de PP e Vox, às vezes também Junts, UPN e CC. O resto saíram adiante apesar do voto negativo da direita. Designadamente, votaram em contra do Decreto de embargo de armas a Israel,  da redução da jornada laboral, da Lei de Mobilidade sustável, o RD do subsidio de desemprego, do imposto ás energéticas, o escudo social ou anticrise, o Decreto da Justiça (dentro do Decreto ómnibus), Pacto de Estado contra o câmbio climático, contra o uso do galego na UE (no que assumirem nossa defensa catalãs e bascos, remediando a felonia da Xunta), a inclusão do direito ao aborto na CE, contra as propostas da Lei de Estrangeria (reforma), do testamento vital, de reforma da LAU no aluguer de temporada, a do proxenetismo etc. Oposição sem propostas alternativas, ficando as mais das propostas descaídas relacionadas com assuntos de economia, energia ou médio ambiente. Instalada no insulto e no boato, entorpecendo a governança do país no canto de contribuir a melhorar ou propor novas medidas ao governo, esta é a direita que imos manter?