O Partido Comunista Português denuncia que "a ligação ferroviária entre Porto e Vigo está completamente degradada"
O Partido Comunista Português denunciou este fin de semana o "estado de desinvestimento e degradação do material circulante a que chegou a ferrovia em Portugal é inadmissível", facendo especial finca pé en que "a ligação ferroviária entre Porto e Vigo está completamente degradada".
"O desenvolvimento económico do país, o direito à mobilidade, a coesão territorial e a sustentabilidade, todos estes aspectos precisam de uma ferrovia modernizada, capacitada e que responda às necessidades das populações", subliñou a formación.
"No caso das ligações internacionais, o plano do governo é destruir para entregar às multinacionais europeias, veja-se os casos das ligações a Vigo ou a Madrid", acrecentou. "Não sem luta, o PCP cá estará para exigir uma ferrovia que respeite trabalhadores e populações", incidiu.
"As automotoras [que fan o traxecto entre o Porto e Vigo] estão a atingir o limite de quilómetros percorridos, o que obriga a grandes revisões a realizar em Espanha. Pelo que é noticiado, não existe acordo entre a CP [Comboios de Portugal] e a Renfe sobre o pagamento destas grandes revisões", sinalou o PCP.
"Enquanto o serviço ferroviário se continua a degradar-se, o Governo continua a substituir a resolução de problemas pela realização de enérgicas Conferências de Imprensa. Uma questão básica da ferrovia, que sem comboios não há ferrovia, parece escapar ao Governo, que continua a não promover a necessária modernização do material circulante ferroviário nacional", criticou a formación.
Iniciativa na Assembleia
Por estes motivos, nunha iniciativa presentada ante a Assembleia da República, "o Grupo Parlamentar do PCP solicita ao Governo, através do Ministério das Infraestruturas e Habitação, esclarecer qual o ponto da situação da ligação ferroviária do Porto a Vigo".
Na iniciativa, a formación tamén require información sobre "que medidas vai adotar o Governo para que a CP esteja capacitada para modernizar o seu material circulante por forma a poder dar resposta às necessidades de melhoria da oferta ferroviária –nacional e internacional– e aos grandes investimentos que o país (com uma absurdamente lenta capacidade de execução por via de uma liberalização que destruiu muito do saber fazer nacional) está a realizar na infraestrutura?"