Opinión

Raña e a nova Igreja Galega

Outra volta cumpre-me falar dum amigo que vem de fazer o passamento cara ao além: Ramón Díaz Raña. Como outros dos quais tenho falado nesta coluna (Chao, Espiña, Couce...), ademais dum bom amigo foi referente duma Igreja comprometida com o galego e com o país. Não só esta, mas também Galiza perderam um dos bons e generosos. Ainda que finou longe da Terra, em Cáceres, nunca deixou de mirar para a Galiza, que o viu nascer e à qual deu os melhores anos da sua vida.

A generosidade foi umas das melhores qualidades de Ramón, que não a única. Homem inteligente fizera a sua licenciatura em Teologia na Universidade de Comillas, e logo estivera preparando o doutoramento na Gregoriana de Roma; sobre Rosalia, ainda que –infelizmente– não chegou a rematá-lo. A tese ia sobre o "Sentimento relixioso en Rosalía de Castro", como escreve no pequeno relato autobiográfico Historia dunha vidiña. Apresentou vários trabalhos bem interessantes; um deles –que me enviou há uns anos quando leu o meu Prisciliano– levava por título A espiritualidade dos priscilianistas.

Nos 60 participou no Concílio Vaticano II como secretário do bispo de Ferrol Jacinto Argaya. Pouco depois voltou à Cidade Eterna para os estudos de doutoramento, onde coincidiu com os 'Irmandinhos', um grupo de curas e seminaristas galegos que sonhavam com uma Igreja comprometida realmente com o galego e o país. "Celebramos a primeira xuntanza de galegos en Roma –escreve–. Foi moi bonita; éramos uns cincuenta"; e conta que daquela deu-lhe por compor uma 'Oda a Galiza' que o levou a passar noites sem dormir.

O gran labor de Raña teve, sobretudo, dous eixos: O primeiro foi o trabalho pastoral, sociopolítico e cultural que fez nos vinte anos em San Sadurninho, a favor dos mais débeis da comunidade; e ao mesmo tempo com a equipa 'Boa Nova' de Ferrol (Pepe Chao, Manolo Cillero, Manolo Mejuto, Joaquim Campo, Martinho Montero, etc.), e com 'Pumariño', 'Cantareliña', etc. O segundo, o labor com 'Irimia': as Romaxes de Crentes Galegos e a revista; el foi o principal "culpável" da minha implicação durante dúzias de anos nela.

Obrigado pelo teu generoso e incansável labor, Ramón.

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