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Onte escoitava ao Sr. Feijoo, muito convincente e fachendoso, criticar o conceito de “casta” atribuido á clase política, com a conhezida retórica, ja empregada contra Beiras, da sua origem humilde; dicia que de 24 netos do seu avó so tres puderam acudir á Universidade e, naturalmente, deixava no ar o brilhante da sua carreira política sem pertencer a crase acomodadOnte escoitava ao Sr. Feijoo, muito convincente e fachendoso, criticar o conceito de “casta” atribuido á clase política, com a conhezida retórica, ja empregada contra Beiras, da sua origem humilde; dicia que de 24 netos do seu avó so tres puderam acudir á Universidade e, naturalmente, deixava no ar o brilhante da sua carreira política sem pertencer a crase acomodada.a.

Onte escoitava ao Sr. Feijoo, muito convincente e fachendoso, criticar o conceito de “casta” atribuido á clase política, com a conhezida retórica, ja empregada contra Beiras, da sua origem humilde; dicia que de 24 netos do seu avó so tres puderam acudir á Universidade e, naturalmente, deixava no ar o brilhante da sua carreira política sem pertencer a crase acomodada.

<"Dicia que de 24 netos do seu avó so tres puderam acudir á Universidade e, naturalmente, deixava no ar o brilhante da sua carreira política sem pertencer a crase acomodada".

Como podem nossos políticos (tal vez seria mas exacto dizer “os politicos”) utilizar argumentos tanto febles e de fácil retruque? Nas colonias tambem havia africanos ou hindues que chegavam á Universidade; depois da abolição da escravitude tambem nos EEUU havia algum preto que chegava a realizar estudos universitarios, como os colonizadores ou como os homes brancos; mas não por isso deixavam de ser africanos ou hindues colonizados, ou pretos; não pasavam a ser “casta” senom criados colonizados ao serviço do home branco, do colonizador.

Houvo homes em paises colonizados ou pretos nos USA que empregarom seus conhezimentos, seu ascenso cultural para lutar polos direitos da sua raza, do seu país, do seu povo; forom seguidos por muitedumes que se sentiam representados e reflectidos nos seus anceios liberadores e de dignidade, mas tambem demonizados por gente da sua raza ou do seu pais colonizado; evidentemente não ascenderom socialmente e muitos incluso perderom a vida. Outros pretos ou colonizados universitarios, que desde logo chegarom á Universidade com o consentimento do colonizador branco, servirom ao branco com deleite nos seus designios, acadarom postos na política e nas finanças... mas não por isso chegarom a ser brancos nem colonizadores; a preminencia seguiu sendo do home branco e do colonizador que racharia com eles se se desmandavam.

"O Sr. Feijoo não é “casta”, nisso tem ração; foi á Universidade e apresentou-se brilhantemente na política; serve aos seus chefes em contra do seu povo". 

O Sr. Feijoo não é “casta”, nisso tem ração; foi á Universidade e apresentou-se brilhantemente na política; serve aos seus chefes em contra do seu povo. Pudo empregar sua inteligencia em beneficio de todos aqueles com os que partilhou jogos infantiles, com os labregos orpimidos, empobrecidos e maltratados, com um povo que ve como seu recursos naturais som chuchados pola oligarquia espanhola, como é desprezado, condenado a emigrar, despojado da sua cultura e da sua lingua... podia, mas preferiu o “podemos” de servir a essa oligarquia para trepar e situarse entre a “casta”; mas ele sempre será um alheio que deixaram cair quando não lhes serva.

Não Sr. Feijoo, não é (por muito que lhe gostara) ·casta”; simplesmente um criado consentido da “casta”, que disfruta entre eles sem saber o que eles pensam do seu estatus. É uma ficção que tambem tem data de caducidade, ainda que incerta e aplazada. Houvera sido muito mais digno empregar seus conhezimentos, suas forzas, em ser útil ao seu povo.

Quinta do limoeiro, 07.11.14

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