venres 18/06/21

Palavras galegas

[Nemésio Barxa]

Penso que na mais restrita tradição literária Cristiana (não confundir com cristiano tradicional) deveríamos recuperar, que já não seria sem tempo, e receber com todo tipo de faustos, alegria, mostras de carinho e respeito, como na parábola do regresso do filho pródigo, a letras tão galegas como a LH, NH, Ç, V dominante, G e J no seu som lingo-palatal, o M final e os sinos ortográficos do tilde, com a diferença notória a favor destas vítimas do desterro que elas não marcharam voluntariamente senão expulsas e substituídas por outras de origem estrangeiro. Não sou filólogo, mas no exemplo tão manido que justifica a ñ (sino de identidade espanhol) como união da dupla n latina, explicar que annum da año em espanhol e ano em galego e que o anho galego (dígrafo) traze sua origem do agnus latino (também dígrafo). E se os mais radicais isolacionistas desejam conservar no dicionário galego o Ñ, como relíquia do seu colonizado espanholismo, não hei ser eu quem pida sua expulsão, na atitude deles que renegam do próprio. Não são filhas pródigas, são filhas rejeitadas por complexados e dogmáticos, que deveríamos empregar como prova do nosso sentimento de concórdia.

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