mércores 03.06.2020

Não é assim

[Nemésio Barxa]

Há poucos dias publicava este jornal um Editorial da minha livre autoria e exclusiva responsabilidade no que fazia uma chamada a seguir as instruções do governo e sua equipa assessora médica para enfrentar a pandemia desbotando críticas não fundadas e boatos.

Os trasnos ou a imisericorde realidade fizerem que o mesmo dia da sua publicação o próprio governo escenificasse um incrível despropósito verbo das medidas de parcial desconfinação dos nenos. O clamor contra o disparate, não da medida (sempre opinável) senão dos modos da sua aplicação, foi unânime e de escândalo, até o ponto de que se viu obrigado a modificar as normas inicialmente propostas para autorizar a saída dos picarinhos.

Foi bom que no Congresso se alzara a crítica totalmente razoável e que o governo retificara. Decepcionante que o Presidente em vez de reconhecer o erro maiúsculo procurasse justifica-lo com o eufemismo de boa vontade. Não é assim como o governo adquire prestígio e crédito; assim fomenta a discrepância, os boatos e as críticas incluso as infundadas.

Quero pensar na boa vontade do governo e aceto suas instruções, com muto temor pola sua constatada incompetência e polo argumentário de medo com que nos paralisa.

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