mércores 05/05/21

Memoria e solidariedade

A mável leitor, peço desculpas porque havendo tanto problema dentro desta nação galega e tantos outros que, sediados no exterior, nos afetam direitamente, volte sobre um tema de responsabilidade alheia. Mas leio no Nós Diario como desde um drom do exército marroquino, que localizou um alto chefe do Fronte Polisario no território da RASD, se disparou um foguete que o assassinou.

A venda do Saara ao sátrapa marroquino não é da responsabilidade da Galiza, senão do agora Rei Emérito quando tratava de segurar-se a coroa na agonia do ditador, morte que possivelmente só lamentaram alguns (demasiados) nostálgicos e o próprio povo saaraui, que de colónia passou a ser território e com cidadania espanhola e finalmente, traído por Espanha e seu rei e adictos, território anexado e sob domínio de Marrocos.

A Galiza, terra de emigrantes, é terra de acolhida e assim são muitas as famílias que no verão brindavam hospitalidade a crianças saarauis para liberá-las do confinamento de todo o ano. Hoje essas crianças vivem o confinamento, a precariedade, o duvidoso porvir e, além de todo, a guerra desatada silenciosamente por Marrocos, com a ignorância cúmplice da EU, dos USA e da ONU e utilizando armamento facilitado, entre outros, pola Espanha que os traiu.

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