mércores 05/08/20

Marica não chores

Laiar-se agora do mal feito, do desleixo em tomar medidas, da imprudência na convocatória de eventos de massas, recentralizar competências em saúde, de haver considerado pouco mais que uma gripe, ignorando opiniões doutas como as do doutor Gestal (recolhidas neste jornal) ou a própria realidade teimuda que em apenas sete dias, do 5 ao 12, elevou na Galiza o número de infectados de 3 a 69 e de tanta desatenção ao problema, resulta pouco práctico a não ser que serva para tomar medidas que, agora já remedeiam o mal feito e reduzam o grau de sofrimento da cidadania. Mas chega-se tarde, o contágio e a mortalidade avançam e especialmente somos testemunhas e sofredores das políticas neoliberais dos últimos governos que desmantelaram a sanidade pública, carece de meios humanos e clínicos para atender a pandemia; escutamos médicos da pública desesperados pola falta do elementar e o desastre em Madrid não o reduziu nem a desbandada inicial de madrilenhos às suas vivendas de veraneio que levou a localidades da costa contágios e ocupação de camas hospitalárias que liberavam em Madrid.

E o monarca, ao cabo Borbón, querendo também protagonizar innecessariamente a ineficácia do governo falando na TVE, tentando tapar a corrupção a insolidariedade da monarquia.

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