Opinión

Colonização

[Neméxio Barxa]

No Sermos Galiza de há poucos dias na magnifica entrevista com Beiras, como não podia ser menos dado o nível de entrevistado e entrevistadora, detive-me especialmente no tema do colonialismo, principal eiva de este povo que já ultrapassou todos os estádios da colonização até nega-la por completo ao sentir-se integrada no povo colonizador, apenas mantendo feblemente o elemento identificador do idioma.

Beiras segue a manter a tese de que Galiza é uma colonia como já explicara em “O atraso económico de Galiza”, tese dificilmente rebatível. Eu concordo plenamente com ele, mas precisamente esse convencimento foi centro da dúvida sobre os motivos da excisão no BNG na XIII Assembleia para logo os excindidos chegar a alianças, incluso nalguns casos organizativas, com formações políticas de obediência estatal, que não deixa de ser um reconhecimento de própria impotência e um eslabão mais no percurso colonizador.

Certo que um partido nacionalista tem que abrir-se á sociedade, a seu povo, para integrar não só sensibilidades soberanistas senão também todo cidadão de dignidade, de amor a Galiza como entidade identificadora, como terra na que poder viver ele e seus filhos sem dependências individuais nem políticas, num projeto comum, mas firmemente galego, sem concessões a movimentos dependentes.

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