Opinión

Carmiña

[Nemésio Barxa]

Preparava o inico de meu editorial semanal quando me chegarem rumores da festividade do dia, tão galega e marinheira, da Virgem do Carmo e de jeito automático pensei em Carmiña, Carmiña de Cangas, Carmen Graña Penedo, mulher lutadora, generosa, valente, amante da Galiza autêntica e sobre todo, amiga. De pronto volve á tua memoria um personagem que encheu o mundo do nacionalismo galego difundindo com sua inequívoca e forte pessoalidade o sentimento de nação, de liberdade e de antifranquismo. As novas gerações de galeguistas possivelmente nem lhes sone e os velhos nacionalistas tal vez temos esquecida a quem na galeguidade rebelde era conhecida com o nome de Maria Solinha. Esquecida porque nem teve carregos, nem prebendas nem figurou entre os guieiros nem andou em papeis (só nos da polícia e dos Julgados), mas por sua atividade teve que fugir a França (no cruce a pé dos Pireneus encaneceu por completo), perseguida, detida, de novo fugida a Portugal no 1975; grande amiga minha (ainda que seu amor politico sempre foi Ferrin) e esteve a seu par em todas as muitas ocasiões que houve oportunidade e/ou necessidade; querida por todos, foi sua sobrinha Lupita, sempre companheira, quem a cuidou e até o final.

Bem-haja Carmiña.

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