xoves 09.04.2020

Aqueles que teimam na tese obsoleta do macho

Estes ascomicetes voltam da névoa dum anteontem que ainda permanece demasiado próximo, não extinto. São os resquícios que atravessam os umbrais duma suposta democracia e entram com a fereza inaudita, descontrolada dos néscios. Avocam-se no estultilóquio abominável, questionando o inquestionável e derrubando todo quanto há de igualdade, justiça e tolerância.

São elementos discordes que aparecem na cena absurda do esperpento, escurecendo os corredores com proclamas segregadoras, discriminatórias. Portanto, são o tóxico resultado duma transição intransitável, o elo perdido da involução. São a evidência que acarreta decisões disparatadas, surgidas dumas mentes de uralite. Falocratas que brincam, reptam, deslizam-se na excessiva testosterona. O amianto interna-se nas células sãs e a asbestose troca-se noutra pandemia difícil de superar.

Esse homem, o mais homem atravessa a urbe altivo, impávido. Sai ao exterior envolto em alcanfor. O pensador do pénis fica absorto, cheio de razão, vociferando palavras que lhe aponta a insigne cátedra da autocracia. Ele continua a teimar na tese obsoleta do macho e repete loas arcaicas, desenterrando os cofres da insolência, de opressão, tirania e abuso. O salvo conduto idóneo do ultra, a significação exata dos que caminham indietro.

A suspensão do raciocínio habita com a face cara ao sol do regime. Entre as estratégias tolas do fascistoide. Entes iluminados pelos ditames do líder, permanentemente inseridos no pensamento pútrido. Aí ficam, ancorados na anacronia, o parapeito essencial do retro. Circundando praças com as loas nostálgicas da união. Seguem cegamente os ditados esquizoides que os representam, na retrogradação dumas normas reguladas pela pito-fascia.

Aqueles que teimam na tese obsoleta do macho
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