sábado 16/10/21

de Pós-política

Resulta  difícil extrair conclusons dada a multitude de variáveis que inflúem  numas eleiçons e resulta ainda  muito mais complexo em térmos políticos, encontrar  alguma formaçom que reconheça os resultados eleitorais o colocarem no lado dos perdedores.

Pareceu evidentente  que nestas passadas eleiçons, autonómicas galegas 2020,  e cara a sociedade galega em geral os perdedores forom podemos e psoe. Em ambos os casos casos nom vou ser eu quem afirme a máxima de que o.a votante o que menos perdoa som as controversias internas ou a falta de liderança, porque nom concordo, sujeitos.as como estamos à manipulaçom dos média sobre o que eles entendem como desputas internas, na certeza de que qualquer atonia nas suas relaçons é devinda a ambiçons pessoais donde como resulta evidente a diferenza ideológica é inexistente mas a posiçom colonial sobre esta Terra é o que nom se discute.

Sem entrar a analisar o caso de ciudadanos e vox capitalizados polo voto branqueado dum Feijoo galeguista e sem siglas de partido convertido no valor em alça desde o Governo espanhol na estratégia de assentar  bipartidismo de outra volta e ponher fim à extravagante política da equipa Casado. Sem dúvida, Paco Rodríguez,  fai uma sintética e  acertada  análise dos resultados nestas eleiçons no tocante ao Bloque o 17 de xullo de 2020 en Nós diário no que analisa "a intençom desmedida por mistificar ou reducir o significado nacionalista dos resultados eleitorais".

Foi entom a partir dos resultados eleitorais quando olhamos  muitos artigos donde se teciam valoraçons, nada é ao chou, do tipo: o desejo da gente de governar de jeito diferente, de façer política com altura e cos pés na terra donde semelha  claro  que o que fai falta é mais cercania e mais gestom, da amabilidade na presença, da trasversalidade no jogo eleitoral, ou do desacerto nas ausências.

Mais devagarinho viriam análises de fondo, deixando como debe de ser apousentar as augas.

Tudas elas, mas que certas, asegum coma se olhe ou desde o prisma  se mirem. Porém,  para perceber-mos um pouco  este sentir desacougado em parte ou resaqueiro noutro, talvéz poderiamos referenciar um pouco a Pós-política.

Vamos começar de jeito pragmático, isto é- dicionario em mau- colher a praxe para façer teoría e voltar à praxe e sucessivamente. Vaia por diante que  ou entendemos o que dá de sim o  pragmatismo  sem ideologia ou é difícil que possamos seguir a analisar.

Pensemos  no exemplo clasico da reivindicaçom específica, exemplo: Nom mais vertedoiros no Mar –e aquí caberiam todos aqueles NOM MAIS......que queiramos e que de maneira tam justa e exultante reivindicamos.

Cabe a possibilidade de que este tipo de soflamas que a cotio suponhem um despraçamento de atençom das questons estruturais cara questons meramente culturais poida ter os seus resultados curto-pracistas num tipo de proceder estudado, de mil jeitos teorizado e mais que rendibilizado polo sistema capitalista no que Galiza como nazom colonizada sofre de maneira tripla por, amais do anterior, presentar rasgos  periféricos dentro do Reino.

Esta maneira de entender  muitas das vezes as reivindicaçons sociais ou nacionais  fam esquecer o que resulta ser "o cascarom ideológico que fai mover a roda para que tudo se mova sem que nada mude". Um  exito logrado em muitas partes do planeta donde este, mui bem denominado "culturalismo normativo  mantem a busca enganosa da suposta despolitizaçom atual na economia e na vida das pessoas, da Política em definitiva que o abrangue tudo.

Neste ponto, se esse for o caso, a Política sofre uma transformaçom visceral  no que a reivindicaçom pontual começaria a funcionar. Sofririam essas coletividades o engano de acreditar que tras essa reivindicaçom pontual conquistaram uma dimensom universal porque o incansável rolar da  Pós-política nom vai parar de escarabulhar nas mil maneiras de nom deixar universalizar o fundo das reivindicaçons particulares.

Todos.as conhecemos o que é de livro e que por vezes tam tam mal apreendemos: A  "pospolítica" é a política que afirma deixar atrás as velhas luitas ideológicas para recaer na administraçom e gestom de expertos da maneira mais eficiente e responsável possível. A Pós-política ( é a "gestom dos assuntos sociais como algo técnico" ) moviliza tudo o aparelho de peritos, trabalhadores sociais, asociaçons para assegurar que a puntual reivindicaçom ou queija dum determinado grupo fique nisso, numa exata reclamaçom para que deste jeito a expresom desse antagonismo acave soterrado, afogado no nosso liberalismo económico.

Por muito que  tente cumprir esta funçom de negaçom da Política, a moderna Pós-politica em Galiza, nom semelha que conte com um tapete de rousas por mor  do robusto pensamento do movimento de liberaçom nacional, motor humano de luita .

E tudo isto convem pensa-lo e nom perder de vista por mor do ascendente papel que nos toca protagonizar num contexto complicado e num futuro mas imediato que lonxano. Quem o ia dizer.

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