domingo 28/11/21

Wankers

Que somos um povo diferenciado do espanhol é umha evidência: os nossos costumes, a nossa língua, a nossa cultura… nada tem que ver com esse projeto de império fracasado. E isto é tam claro que quando saem três personagens aspirantes a humoristas num programa da TVE, a que também pagamos nós, tentando fazer mofa do nosso sotaque já nom deveria nem de onfender-nos um pouco. 

Somos distintas e, como di o nosso hino, os “imbéciles e escuros” nom nos entendem. Mas é que também nom o tentam.  

O que devia ofender-nos é que os nossos impostos se dediquem a manter este modelo de televisom pública aqui e em Madrid, apologista do espanholismo mais rançoso e com umha baixa qualidade. Umha televissom onde se pagam salários a personagens da estatura da neta do Menguele espanhol e seica “chef” Samantha Vallejo-Náguera ou ao seu companheiro de programa, o cozinheiro e explorador Jordi Cruz, denunciado por ter as suas bolseiras em regime de semi-escravidom. 

O de Masterchef é mais um episódio nesse continuum de insultos tópicos ou anedotário burlesco para o nosso povo. Mais umha amostra do ADN xenófobo 100% espanhol, o mesmo que se burla do sotaque galego ou andaluz que che reivindica com orgulho o genocídio dos povos Inca, Asteca ou Maia, por parte do Reino de Castela e a suposta “reconquista”.

Como dizia Ewan McGregor em Transpotting: “We, on the other hand, are colonized by wankers. We can´t even find a decent cultura to be colonized by”. Fora brincadeiras. Vaiamo-nos embora quanto antes. 

Wankers
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