martes 15/06/21

Violência

Dizia Julio Cortázar “que é muito importante compreender quem pom em prática a violência: se som os mesmos que provocam a miséria ou os que luitam contra ela”.

Nestes dias o PP no Parlamento galego pretende, de maneira cansativa, mais umha vez, diatribuir cartons de democratas passando a prova do algodom da recorrente (e hipócrita) “condena da violência”, perante a resposta popular dos últimos dias nas ruas de Catalunha.

Um conto de velho. Enquanto se orgulham de que em “democracia plena” o monopólio da violência é do Estado e as forças repressivas podem fazer uso dela para estabelecer a “ordem pública”, mesmo assassinando pessoas como no Tarajal, exigem genuflexons contínuas e condenas para aquelas que nom querem perder a sua posiçom no jogo democrático.

Nom chegariam estas linhas para um debate profundo sobre o que é a violência e quais violências nom merecem essa condena. Essa violência do dia a dia, a que leva pessoas à prisom por exercerem o seu direito à liberdade de expressom, essa violência de nom ter acesso a um trabalho digno ou umha casa; violência é despejar das suas casas gente em plena pandemia, violência é subir o preço da energia em plena vaga de frio…

Violência é, em definitivo, pôr no mesmo nível a queima dum contentor de lixo e a mutilaçom dum olho dumha manifestante por parte da polícia.

A violência popular nom chega por prazer, mas pola necessidade de adquirir o direito a exercer em liberdade o presente e o futuro. Nom lhes compremos o discurso.

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