martes 15/06/21

Vento

Os parques eólicos nom respeitam nem zonas protegidas, e já apenas ficam miradouros onde os moinhos de vento nom sejam os protagonistas das vistas. 

Nas últimas semanas vimos de conhecer novos projetos, que com a desculpa do processo de transiçom ecológica, pretendem instalar-se nos nossos montes.

No caso concreto de Trasancos, Eume e Ortegal há mais dumha dúzia de projetos de parques eólicos de caminho, alguns já em fase de evaluaçom ou tramitaçom. Miro pola janela e vejo os montes de Brióm ainda limpos desses monstros de centos de metros de altura, mas por quanto tempo?

Afortunadamente cada vez é maior a oposiçom vizinhal a este tipo de macro projetos eólicos que se organiza em diversas comarcas do país. Porque o que a propaganda enganosa das instituiçons que apoiam estes projetos e as multinacionais energéticas que os impulsam nom diz é que nom existe energia limpa e a baixo custo, e os MWh produzidos nom levam em conta os custos socioambientais, paisagísticos e patrimoniais. A eólica como, qualquer outra fonte energética provoca estes danos. O que sim existe é um negócio neocolonial onde a Galiza, excedentária de energia, continua a gerar megavátios que se venderám a milheiros de quilómetros do nosso país por enquanto nós seguiremos a pagá-los mais caros.

Precisamos um desenvolvimento eólico justo e sustentável, porque de nom conseguir mudar este modelo de planificaçom, tam favorável para as grandes multinacionais, os últimos espaços livres de moinhos serám ocupados.

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