luns 23/11/20

Imposiçom

Penso em todas as pessoas que levantam o Projeto Educativo da Semente para que as nossas crianças sejam educadas num modelo de inmersom lingüística que o Estado e Junta lhes negam. Penso na luita diária para que a minha filha viva em galego. Penso e zango-me, porque nom há nada que me irrite mais que se rirem de mim na cara. E quando o converso Miguel Tellado saca novamente a manuseada “imposición del gallego” está a rir-se de mim. De mim e de todas aquelas que trabalhamos dia a dia pola normalizaçom do galego enquanto vemos que este esmorece.

Desde que Franco em 1936 reivindicou “una sola lengua, el castellano, y una sola personalidad, la española” nom deixárom de legislar para garantir esses princípios. Por muito que os herdeiros políticos do caudilho utilizem mais umha vez a língua como arma de arremesso para combater supostas cessons do “governo espanhol mais progressista da história” aos soberanismos, a realidade é que o nacionalismo espanhol sempre apostou na imersom lingüística para a única língua imposta constitucionalmente no interior das suas fronteiras. O resto fica em posiçons subsidiárias ou mesmo fora da lei, como o tamazig ou o árabe.

As legítimas aspiraçons de qualquer naçom sem Estado devem passar pola reivindicaçom da oficilidade única ou principal do seu idioma. Só isso poderá garantir a sobrevivência da nossa língua. Mas isto só será possível quebrando o R78 e o seu espírito demofóbico e inimigo da diversidade nacional e lingüística. Maos à obra.

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