martes 29/09/20

Galiza negra

“Se este ano queimou-se menos é porque menos fica por queimar”. cantam os Skacha.

Mais um ano que os montes se tingem de preto, mais um verao no que o nosso país sofre o terrorismo incendiário. Desta volta, as comarcas de Viana, a Límia e Monte Rei fôrom as mais castigadas por esta lacra, que já levou 8.000 hectares de monte em dous dias.

Entretanto, Feijó esqueceu a mangueira e a foto, e afirmava que “a intencionalidade dos incêndios na Galiza já é um clássico”. Há que ter pouca vergonha. Os desastres ambientais e socioeconómicos tenhem causas sociais e económicas e interesses bem concretos que o Partido Popular conhece muito bem.

O abandono do setor primário e a terciarizaçom da nossa economia, fruto das políticas neoliberais impostas por Espanha e pola UE. A turistificaçom e urbanizaçom selvagem: primeiro chega o pasto das chamas e depois a especulaçom. A política florestal que condena a floresta autóctone e inça o nosso país de eucaliptos e pinheiros. E a falta de previsom, privatizaçom e precarizaçom de meios contra a luita incendiária.

O terrorismo ambiental tem nomes e apelidos, razom social e redes empresariais de setores como o da construçom e a madeira.

As soluçons a esta peste que sofre a Galiza há mais de quatro décadas som de carácter estrutural. Precisamos dumha nova política integral que recupere o meio rural, visibilizando-o económica e socialmente, e que modifique a política florestal imposta polo capitalismo. Precisamos soberania para mudar todo.

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