venres 18/06/21

Galego

No dia de ontem, Nós Diário levava à sua capa em destaque que “35% do alumnado espanhol-falante da ESO nom sabe galego”. Que “chorprecha”! Vós nom imaginades um tik tok com Freixanes e Monteagudo apresentando o informe da Real Academia Galega e a música remix de The Shangri-las, a do “oh no, oh no…”?.

Há que rir por nom chorar. A política linguística do bilingüísmo harmónico levou-nos a umha situaçom nas que as únicas bilingües som as galego-falantes.

Outra surpresa. E em poucos dias, chegará um novo 17 de maio. A imprensa “séria” competirá por ter a capa “más gallega” e lotaremos as redes de “morrinhas”, “borboletas”, “treboadas” ou “sapos-conchos”. Deveriamos mudar o nome do Dia das Letras polo “Dia do Gadis”. Que achades?

Seguimos a recolher os frutos do isolacionismo lingüístico e cultural e mais umha vez verificamos que a proposta de um modelo a partir do espanhol nom serviu para favorecer a implantaçom do galego nem a identificaçom geral do nosso povo com o mesmo. 

Que fazer? Podemos seguir a laiar-nos e esperar que venham a solucionar-nos o problema ou seguir o exemplo de quem decidiu dar passos ao fronte seguindo a linha da proposta do militante galeguista da década de trinta Ramón Obella, que propunha “iniciar a autodeterminaçom funcional da Galiza”. É dizer, dotar-nos dos espaços precisos para nos irmos autodeterminando no dia-a-dia. Em resumo, mais Sementes, mais Centros Sociais… e menos salvadores supremos.

Isto é o que nos jogamos: a definitiva espanholizaçom da Galiza.

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