venres 22/01/21

Futebol

Pergunta-se Galeano em que se assemelha o futebol a Deus, para respostar a continuaçom “na devoçom que lhe tenhem muitos crentes e na desconfiança que lhe tenhem muitos intelectuais” por ser, afirmam, um anestésico para a classe trabalhadora. Nas esceçons encontramos a Gramsci que achava o futebol “um reino da lealdade humana exercida ao ar livre”.

Os devotos odeiam o denominado futebol moderno mas ao mesmo tempo assumimos as nossas contradiçons sendo parte deste espetáculo, de poucos protagonistas e muitos espetadores, que se converteu num dos negócios mais lucrativos do mundo. E se nom, que perguntem a Tebas e a todo o seu séquito de vassalos.

Para ganhar hegemonia cultural é preciso entender esta perversa fascinaçom que sentimos algumhas por esta cultura de massas chamada futebol. Compreender porque alguns levamos o verao expectantes por saber em que canchas jogará a nossa equipa na próxima temporada. Entender que se pare o mundo quando o melhor jogador da história, depois de Maradona, anuncia que quer deixar a equipa em que jogou toda a sua vida.

A nossa intelectualidade pode continuar a repudiar este desporto, defendendo o argumento que “castra as massas e desvia a sua energia revolucionária” ou assumir como afirma Hobsbawm que “o futebol tornou-se numha “língua franca” para todos os operários”. Com certeza sobre futebol e hegemonia os amigos Rodrí Suárez, Dani Cao e Carlos Calvo poderiam falar-nos muito e bem. Passo-lhes a bola.

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