domingo 28/11/21

Arrependimento

Para os cristaos, o arrependimento implica o reconhecimento, a confissom e a renúncia do pecado para aceitar a transformaçom e redençom de Deus. No Estraviz, na sua terceira aceçom, o verbo condenar significa “reprovar, rejeitar, anatematizar”.

“Lo siento mucho. Me he equivocado y no volverá ocurrir”. As palavras do assassino de elefantes para a imprensa e os partidos do regime eram suficientes para mostrar o seu arrependimento e condenar a sua atitude após ser “apanhado” em Bostwana. Mais um exemplo da humildade do emérito, diziam. Ouvem-se ainda, Abu Dabi, os risos banhados em Dom Perignon.

Quando escrevo estas linhas, repasso nessa mesma imprensa editoriais e avaliaçons dos partidos à declaraçom, na segunda-feira, de Arnaldo Otegi e Arkaitz Rodríguez, quando se completavam dez anos desde que Euskadi ta Askartasuna decidiu com a resoluçom Zutik Euskal Herria pôr fim à sua atividade após mais de cinqüenta anos de luita armada. Como era de esperar, o arrependimento manifestado polo dirigente de EHBildu e o “reconhecimento da dor das vítimas de ETA e o sufrimento causado” nom foi suficiente, nem para a caverna mediática, nem para quem leva cinqüenta anos a aproveitar-se, como abutres, do conflito basco. E, sinceramente, acho que nunca será, porque nom só os querem derrotados, como também humillados. 

Já agora, nesta mesma semana justificava-se em prime time a atividade terrorista dos GAL e mais um torturador era condecorado. Escuitastes as condenas e o arrependimento? Eu tampouco.

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