mércores 14/04/21

Antifascismo

O fascismo avança em toda a Europa enquanto os meios de comunicaçom servem de altofalante do seu discurso. Hipocritamente e ao abrigo de umha falsa “liberdade de expressom”, perguntam-se como é possível a entrada com tanta força de organizaçons autodenominadas fascistas e de extrema-direita nas diversas instituiçons europeias, como os onze deputados de Vox no Parlament de Catalunya no passado domingo.

Qualquer dia e a  qualquer hora podemos ouvir Santiago Abascal em prime-time nas diversas televisons privadas e públicas, com entrevistas amáveis e à medida, onde o líder de Vox entre risos lança as suas falácias e discursos filofascistas.  

Normalizar o fascismo está-se a converter na (a)normalidade democrática no Estado espanhol. O último exemplo e colocar em primeira linha mediática umha falangista que há uns dias lançava proclamas antissemitas  e contra o comunismo num minoritário ato em Madrid, permitido pola Delegaçom do Governo mais progressista da história. 

Enquanto isto sucede, “demócratas” defendem o direito à liberdade de expressom dos fascistas, ou seja, o seu direito a semearem ódio e violência. Num Estado democrático, qualquer representaçom fascista deveria ser proibida. Enquanto nom há nengumha intençom de establecer um cordom sanitário ao fascismo, obviando que esta toleráncia terá conseqüências, da esquerda cumpre continuar a organizar a resposta antifascista e a confrontar-se com ele diretamente, por todas as vias. Nom deixemos que passem.

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