xoves 02/12/21
A opinión de
Carlos C. Varela

Carlos C. Varela

Xornalista e preso independentista

A alegria de lutar

“Que há que ser pacífico? Sim, mas há muitas maneiras de sê-lo”.  Periko...

Pierre Clasters na comarca

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O espaço do discurso

  para Ernesto Vázquez Souza “O poder externo que priva o homem da liberdade de comunicar os seus...

Tinta de limão (Abril)

Os desenhos geométricos dos petroglifos estimularom interpretações tão formosas quanto indemostráveis. Por exemplo a de Bouza Brey, quem via nos círculos concéntricos de pedra uma imagen da chuva.

“Aqui mandam elas”. Matrilinialidade, sexo e poder

Havia um rei que, antes de casar, quijo assegurar-se de que no seu reino fossem os homens os chefes da casa. Primeiro consultou com um criado, quem reconheceu que na sua casa governava a mulher, “como em todas as casas”. 

A conspiração dos corpos críticos

Em abril de 1939 o alcalde de Foz redige uma carta para o Governador civil de Lugo, dando conta da sua negativa a autorizar um baile na paróquia de São Martinho: “(…).

Lembrança galega de E. P. Thompson

Após uma parêntese para liderar junto com Bertrand Russell o movimiento antinuclear, o historiador marxista E. P. Thompson voltava à luta teórica com a publicação do Costumes em comum (1). Na mesma introdução Thompson já alertava da iminência duma crise sistémica acompanhada do desastre ecológico: “O artífice desta catástrofe –denunciava- será o homem económico, já seja sob a forma do capitalista clásico avariçoso ou sob a do homem económico da tradição marxista”. 

Periko -Solabarria, Igreja a pé de obra

Dous anos no mosteiro de clausura de Topas dam para muita soidade. Também para muito aprender, quando a companhia é boa e as conversas enriquecedoras. Com um companheiro basco, assinante da Herria 2000 Eliza, soubem de Balentxi, crego da zona velha de Donosti, ativista incansável e pioneiro com Txus Congil na luita pola prevençom e tratamento dos problemas da drogodependência, às vezes contra a incompreensom dos seus próprios companheiros. 

Os "Cow-boys" da Galiza selvagem

Os costumes ganadeiros e pastoris da Galiza tradicional revelam a importância que tivo o comunal e a democracia paroquial. Inseparáveis dos montes e pastos comunais, as cabanas ganadeiras –de gado miúdo os vacuno e cavalar- nom só constituiam um dos principais recursos económicos da aldeia ou paróquia, senom que também expressavam a sua identidade: poucas imagens representavam melhor a uniom comunitária do que o símbolo vivo da vezeira caminho do monte.

Espaços para a cultura dissidente

Na sua correpondência carcerária, Antonio Gramsci reflectia sobre a impossibilidade de criar e manter umha moral revolucionária sem dotá-la de bases materiais.

A noção de impureza sexual en Frades

Perante os tabus eclesiásticos e os rituais patriarcais, as mulheres de Frades também desenvolveram uns saberes que lhes permitiam certa autonomia sobre o seu corpo.

Zoológicas

O panóptico, o cárcere tornado lógica dos espaços, é a figura arquitectónica que distribui as celas ao redor da torre central de control, impondo, à vez, uma visibilidade axial e uma invisibilidade lateral entre os presos.

Mouras, sexo e colonialismo

Na intimidade do leito uma parelha camponesa ama-se. No espaço mais privado e supostamente furtado do público, representa-se toda uma cosmovisão que se condensa na postura da cópula. “O coito –diz Kate Millet- não se leva a cabo no vazio, é um facto político.

Cadernos de março, abril e maio

Castelao inspirou-se no escudo dos Marinho para desenhar o da República galega, mas qualquer uma que veja o original, colocado na fachada da capela do São José do Rianjinho, advertirá uma diferença chamativa. 

Diário de Fevereiro * 2014

Há uns dias um crítico literário escreveu sobre o galeguismo que “inegabelmente, unha enorme parte da sociedade segue a identificarse con el, sexa dunha forma politicamente consciente, sexa a través de banalidades identitárias como a gastronómica ou a deportiva”. 

A “Terrible Beauty” de Guilharei

A genealogia do movimento nacional galego costuma apresentar-se como uma sucessão de etapas literárias. Contra esta conceção inteletualocentrista da história têm-se pronunciado historiadores como Antón Capelán, para quem, na passagem do regionalismo ao nacionalismo político irmandinho, foi muito mais importante o sangue agrarista (“Un padrenuestriño polos que morrerom en Oseira, Nebra e Sofá!”, rezava o quadrinho de Castelao) do que a disquisição teórica.