venres 24/09/21

Rousseff advirte dun "golpe dentro do golpe" iniciado co seu 'impeachment'

Cinco anos do xuízo político que a apartou da Presidencia do Brasil.
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A expresidenta brasileira nun acto político en Bredene, Bélxica (Foto: Kurt Desplenter / Belga)

Cando se fan cinco anos da súa destitución como presidenta do Brasil, Dilma Rousseff manifestou nunha entrevista a Focus Brasil, publicación vinculada ao Partido dos Trabalhadores (PT) en que milita, que o Goberno do actual mandatario, Jair Bolsonaro, está "flertando com a possibilidade de um golpe dentro do golpe", xa iniciado ─sostén─ en 2016 co impeachment que a sacou do cargo. 

"O golpe ocorreu em 31 de agosto de 2016. O que estamos vivendo agora é a possibilidade de um novo golpe baseado nas formas derivadas da guerra híbrida", asegurou a política do Partido dos Trabalhadores (PT). 

"Lá atrás, houve um golpe parlamentar, judiciário e midiático. Mas, sobretudo, um golpe do setor financeiro, do capitalismo financeirizado. Un golpe neoliberal", dixo, e engadiu: "Não houve uma intervenção clássica militar, mas uma manipulação das regras legais. Ali aconteceu uma ruptura violenta contra o statu quo da democracia".

Rousseff enmarcou o procesamento do seu predecesor e compañeiro de partido, Lula da Silva, neste propio "golpe". "O ato seguinte ao golpe do impeachment foi a prisão do Lula [em abril de 2018]. Ali, o que se queria era inviabilizar a possibilidade dele vir a ser candidato. E, portanto, estaria garantido o processo de reprodução do próprio golpe", argumentou. 

Rousseff considera que na altura, "se o Lula é eleito, o golpe seria interrompido". Con todo asegurou que "não bastou prendê-lo". "Afinal, ele não perdeu a popularidade que desfrutava. Ainda era competitivo. E não perdeu a confiança do povo". Foi entón, relata a expresidenta que se deu paso a "um novo ato do golpe: a interdição de Lula do processo eleitoral". "Ele é condenado, preso e, finalmente, tiraram-no das eleições de 2018. Não pode falar e nem fazer campanha. O golpe foi se aprofundando. E já tinham tirado o gênio da garrafa", explicou. 

7 de setembro

De volta ao presente, a expresidenta brasileira advertiu de que as manifestacións do próximo o 7 de setembro son un "ensaio" do "golpe dentro do golpe".

Ese día, coincidindo co Día da Independencia, está convocada no Brasil unha gran manifestación de apoio a Bolsonaro e en protesta contra o Parlamento e a xustiza. Evanxelistas, ruralistas, monárquicos, mais tamén policías e militares, estarán presentes na marcha, á que xa acudirá o propio presidente. 

O que os une a todos é o apoio á reelección do ultradereitista e o repudio á volta da esquerda, representada por Lula da Silva.

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