venres 03/12/21

A atual presidenta do Brasil e candidata do PT, Dilma Rousseff, disputará a segunda volta com o candidato da direita, Aécio Neves, após obter o 41,59% do voto (43,2 milhões de sufrágios) face o 33,55% do líder conservador e o 21,32% de Marina Silva (a candidata do Partido Socialista e dos verdes). A impressão mais estendida entre os analistas eleitorais brasileiros é que nas últimas datas o voto anti-PT -aguilhoado pelos mass media privados- se foi trasladando de Marina Silva ao líder do partido social-demócrata brasileiro, de tendência claramente neoliberal.

A chave na segunda volta passaria a ser qual vá ser o comportamento das e dos eleitores da candidata do Partido Socialista Brasileiro, em teoria mais próximos ideologicamente à candidata do PT.

Na segunda volta das eleições confrontarão a capacidade de mobilização da militância do PP e o poder de influência sobre as populações dos mass media privados, alinhados com a direita

Analistas consultados por TeleSur, porém, desconsideravam durante a noite eleitoral o fator Marina Silva e colocavam a dialética real em jogo na segunda volta das eleições -a realizar o 26 de outubro- entre por uma parte a capacidade de mobilização da militância do PT e por outra o poder de influência sobre as populações dos mass media privados, inequivocamente alinhados com a direita neoliberal.

Resultado surpresa

A verdade é que o resultado foi uma autêntica surpresa, pola escassa margem -apenas 8 pontos percentuais- com a que Rousseff derrotou um Aécio Neves que foi de menos a mais durante a campanha eleitoral. Dá a impressão de que o candidato da direita beneficiou do fato de apenas ter sido o alvo dos ataques de um PT muito mais preocupado por bater Marina Silva do que por danificar as espectativas do partido conservador.

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O resultado do PT, muito aquém das suas previsões, espelha também certo divórcio da sua base eleitoral tradicional, descontenta pelos casos de corrupção que alastram o partido fundado por Lula e pelo escasso crescimento da economia registado durante o mandato de Rousseff.

Os primeiros dados do escrutínio refletiam um triunfo de Rousseff por apenas 5 pontos, mas conforme se foi desenvolvendo a apuração dos votos a distância se foi tornando maior para a petista, até alcançar os 8 pontos e os quase 8 milhões de votos.

Serão suficientes para se impor a Neves no segundo turno? Tudo depende agora da capacidade de atração que tenha a candidata do PT sobre o eleitorado que nesta primeira volta apoiou Marina Silva.

Silva apoiaria Neves

Segundo informa a Folha de São Paulo, Marina Silva vai apostar no conservador Neves na segunda volta, uma posição que, porém, não teria o respaldo do presidente do Partido Socialista Brasileiro, Roberto Amaral.

Folha de São Paulo diz que os apoiantes de Neves são maioria neste momento na coligação liderada por Silva.

Dilma ganha a primeira volta e disputará a presidência com o candidato da direita
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