xoves 09.07.2020

Frank Sinatra faria 100 anos hoje

Dominador, perfeccionista e intenso, Francis Albert Sinatra nasceu há um século.

[Imaxe: Wikipedia] Frank Sinatra.
[Imaxe: Wikipedia] Frank Sinatra.

 

Ao longo da carreira, vendeu mais de 500 milhões discos, recebeu 31 discos de ouro, 18 de platina, conquistou ganhou 13 Grammys. Deixou para a posteridade 1.800 gravações e 12 biografias. Aliás, 13, porque a mais recente acaba de ser lançada nos Estados Unidos revelando um Frank Sinatra sempre a lutar pelo poder, fosse no mundo da música, no cinema, na televisão ou mesmo na política.

O livro de James Kaplan, Sinatra: The Chairman, é, na verdade, o segundo volume da biografia do cantor norte-americano, depois de Frank: The Voice, lançado em 2010. E, a julgar pelos relatos da imprensa norte-americana,

Nascido a 12 de Dezembro de 1915 em Hoboken, no estado de New Jersey, Francis Albert Sinatra teve uma infância marcada pelas origens italianas da família, a rigidez de mãe e a pobreza, acentuada pela Grande Depressão depois de 1929.

Não era compositor e fazia sempre questão de dizer que era um intérprete

Estudou música, mas aprendeu a arte de respirar com os trombonistas e a tocar piano sozinho. Não era compositor e fazia sempre questão de dizer que era um intérprete. Começou por cantar nas orquestras de Tommy Dorsey e Harry James, fazendo bem a transição entre o swing e o jazz e algumas baladas românticas. A sua popularidade foi tanta que o seu epíteto passou a ser The Voice (A Voz) – o seu brinde preferido era “que vivas 100 anos e a última voz que ouças seja a minha”.

É verdade que contou com a ajuda da máfia para se tornar actor em Hollywood, mas essa foi só a porta de entrada, porque depois provou que era mais do que apenas um cantor, tendo entrado em mais de 50 filmes e ganho um Oscar de actor secundário pela sua interpretação no filme Até à Eternidade, de Fred Zinneman.

Foi também protagonista de um dos mais belos melodramas que Hollywood produziu, Some Came Running/Deus Sabe Quanto Amei, de Vincent Minnelli, e desse dramático O Homem do Braço de Ouro, de Otto Preminger.

Na música que a lenda se tornou lenda, criando megashows

Mas foi na música que a lenda se tornou lenda, criando megashows, ajudando a construir um género nos casinos de Las Vegas, fundando empresas discográficas e até sendo um dos vanguardistas na exploração do dueto como forma de dar outro brilho a velho material.

Harry Connick Jr., Celine Dion, Tony Bennett, Lady Gaga, John Legend, Usher, Alicia Keys, Adam Levine, Nick Jonas juntaram-se num concerto de homenagem a Sinatra que foi transmitido no passado domingo pelo canal de televisão norte-americano CBS.

Há também duas exposições em Nova Iorque que comemoram o centenário, um documentário de quatro horas de duração feito para a televisão americana promete também ser exibido em todo o mundo, a edição especial de um relógio Raymond Weill, a Jack Daniels (whisky preferido do cantor) lançou o Sinatra Select, entre outras coisas.

Hoje, 17 anos depois da sua morte, Frank Sinatra continue a ser um dos artistas que mais discos vende no mundo

Não admira, pois, que até hoje, 17 anos depois da sua morte, Frank Sinatra continue a ser um dos artistas que mais discos vende no mundo.

Veja Lady Gaga a interpretar “New York, New York” no “Sinatra 100 Grammy Concert”:

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