xoves 03/12/20

Teatro: Cándido Pazó dirige 'A Piragua' na companhia portuguesa 'A Escola da Noite'

“A Piragua” (“A Canoa”, em português) foi escrita e apresentada pela primeira vez em Santiago de Compostela em 2007, numa produção do Centro Dramático Galego

Cándido Pazó
Cándido Pazó

Cándido Pazó está a dirigir a montagem do espectáculo “A Piragua” na companhia portuguesa A Escola da Noite. Dramaturgo e contador de histórias, Pazó é há muito um companheiro de estrada da companhia e aprofunda assim a sua relação artística com o grupo da cidade de Coimbra. Os galegos Afonso Castro (iluminação) e Manuel Riveiro Hermo (música) fazem igualmente parte da equipa artística do espectáculo.

“A Piragua” (“A Canoa”, em português) foi escrita e apresentada pela primeira vez em Santiago de Compostela em 2007, numa produção do Centro Dramático Galego. Escrita a partir de uma história meio absurda – o desconforto de um homem com o facto de o vizinho guardar uma canoa no seu lugar de garagem – “A Canoa” chama a atenção para o problema da violência doméstica e para a forma como ele se relaciona com o conjunto de normas, mais ou menos explícitas, em que todos nos movemos.

Propositadamente, a abordagem a uma questão tão sensível como esta é feita com aparente leveza e com o humor que Pazó sempre imprime aos seus textos e espectáculos. Numa curiosa reflexão escrita a propósito da primeira estreia da peça, Cándido explica a opção por alternar entre momentos mais tensos e mais calmos e por recorrer “ao humor que a vida sempre nos oferece, mesmo nas situações mais dramáticas”: “interessa-me que o público respire e que possa retomar o discurso e divertir-se com a peça”. “Não quero apenas uma chave emocional, mas também racional”, acrescenta.

Em Coimbra, o espectáculo estreará a 17 de Setembro, no Teatro da Cerca de São Bernardo, com um elenco familiar ao público d'A Escola da Noite – Igor Lebreaud, Maria João Robalo, Miguel Magalhães, Ricardo Kalash e Sofia Lobo – e as especiais participações de Cristina Janicas (assistente de encenação) e Catarina Moura (voz off).

Da equipa artística fazem ainda parte João Mendes Ribeiro e Luisa Bebiano (cenografia), Ana Rosa Assunção (figurinos) e Eduardo Pinto (vídeo), colaboradores habituais da companhia, e os galegos Afonso Castro (iluminação) e Manuel Riveiro Hermo (música).

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